25  Simulador Orbital: Lançamento de Satélite

Nota

O objetivo desse código é criar um jogo conceitual interativo de física orbital. Em vez de decorar leis de Newton, o usuário manipula a velocidade de lançamento de um satélite para visualizar de forma dinâmica como a força gravitacional e a inércia determinam a trajetória: uma colisão, uma órbita elíptica estável ou a fuga definitiva para o espaço.

25.1 Equações: 

\[F_c = F_g \implies \frac{m \cdot v^2}{r} = \frac{G \cdot M \cdot m}{r^2}\]

\[v_{\text{circular}} = \sqrt{\frac{\mu}{r}}\]

\[\epsilon = \frac{v^2}{2} - \frac{\mu}{r}\]

\(F_c\): Força centrípeta (necessária para manter a trajetória em curva). \(F_g\): Força gravitacional exercida pelo corpo celeste (Lua). \(v_{\text{circular}}\): Velocidade exata para manter uma órbita perfeitamente redonda, onde a gravidade e a inércia se equilibram. \(\mu\): O Parâmetro Gravitacional Padrão (\(G \cdot M\)). Para a Lua, é aproximadamente \(4902 \text{ km}^3/\text{s}^2\). \(\epsilon\): Energia orbital específica. Se \(\epsilon < 0\), a órbita é fechada (estável ou colisão). Se \(\epsilon \ge 0\), o satélite escapa (parábola/hipérbole).

25.2 Como utilizar:

Simulador Orbital: Lançamento de Satélite.
  1. Clique no gráfico acima.
  2. Clique em “add” e arraste a barra de velocidade para tentar encontrar a órbita perfeitamente circular (linha verde).
  3. Para achar outros resultados: altere os valores de: “mu_lua” e “raio_lua” para simular a Terra, ou modifique o array “velocidades” dentro da seção de layout para testar novos cenários de velocidade tangencial.
Sugestão: 

1: Introduzir a massa do satélite e custo de combustível. É possível criar um cálculo que mostre o gasto de propelente com base na velocidade exigida, premiando a órbita “mais eficiente”. 2: Múltiplos Corpos: Adicione um grande círculo representando a “Terra” em coordenadas distantes no gráfico para que as rotas de “Fuga” da Lua se tornem rotas de inserção na órbita terrestre.

25.3 Lógica do código

  1. Estabelecimento da “Verdade Absoluta”, ou seja, valores inalteráveis. Neste caso, o raio da Lua, o seu parâmetro gravitacional padrão e a altitude estática de partida do satélite (\(500\text{km}\)).
  2. Processamento: A lógica matemática não tem imagens prontas. Ela recebe a velocidade do slider e calcula a energia específica e a excentricidade orbital. Com base nisso, um laço de repetição gera iterativamente as coordenadas X e Y, desenhando passo a passo uma elipse, círculo ou parábola usando funções trigonométricas (Seno e Cosseno).
  3. O Empacotamento Visual: O Plotly.js só entende coordenadas. A lógica traduz a física para a linguagem visual criando dois “pacotes” principais (traces). O primeiro pacote preenche a área central em cinza, formando a Lua. O segundo pacote recebe as coordenadas da trajetória calculada para o satélite e recebe uma cor baseada no resultado (ex: Vermelho = Fuga, Roxo = Colisão, Verde = Circular).
  4. Sliders: A interface fica “escutando” as interações do usuário na barra de velocidade. A Lógica de Gatilho: Quando o usuário move o controle de “Velocidade”, o slider dispara um comando interno de atualização (method: "update"). Esse comando orienta o gráfico: “Descarte as coordenadas antigas do satélite. Insira o novo valor de velocidade no motor de cálculo, pegue os novos dados de X, Y e cor da nova trajetória e substitua imediatamente o traço exibido na tela”.